Entradas Recentes »

Gato Schrödinger

 

Acordou-me aos berros, expelindo facas e agulhas. Com os olhos vermelhos, brilhando em fúria. Tirando-me do mais profundo sono, levantando-me bruscamente, fazendo minha cabeça girar. Ouvia atordoado, tantos insultos, tantos machados voando em minha direção. Senti os olhos arderem, minha expressão desesperar-se, e então gritei de volta qualquer nome que me veio à mente, sendo rude ou cruel. Levantei a voz e me defendi, porém, ignorante, não sabia o que de fato me atingia. Com rouquidão de voz e de dor, ela me atira a notícia, a verdade, a ruína. Fiquei mudo, surdo e cego, paralisado de horror. Não a vi sair, me abandonar à solidão de minha imundice. Só notei meu coração, torturado pelo tempo, que pouco batia naquele momento.

Assim me arrastei até a cozinha, apoiando-me precariamente em qualquer móvel ou parede que via. Cambaleante adentrei no cômodo e vários objetos derrubei, até que finalmente me largasse na cadeira. Tudo girava, tudo ecoava, tudo zumbia na minha cabeça. Deixei que ela caísse sobre a tábua fria da mesa, com os braços caídos ao lado do corpo, a boca aberta para que por ela respirasse. Dessa forma dormi, com a mente vagando por infortúnios tais que faziam minhas lágrimas rolar ainda em sonho. Foi em um som estridente que invadiu os meus sonhos, que acordei assustado, levantei de repente, com o corpo dolorido, tonto e alarmado pelo barulho que ouvi. Virei minha cabeça procurando por algo e foi então que vi.

Me vi, do lado de fora da janela, batendo de porta em porta, sem que nenhuma a mim se abrisse. Carregava mala e vestia um chapéu, levava uma feição séria e seca – sofrida, visivelmente dolorida. O eu externo da minha porta se aproximava, e então notei que não mais podia me mover. Juntei ar para gritar, mas minha boca também não se mexia. A agonia agora me percorria, o eu estava em frente a minha porta, tocando minha campainha, e eu não podia me mover. Aquele eu olhava, de olhos vazios, mais uma porta que a ele não se abria. Queria lhe falar, mas não podia – agonia, agonia. Sem mais demora, com a mesma desolação que viera agora partia, seguiu a outra porta que ficava mais distante, onde eu não via.

Nesse instante meus pés se moveram e aos tropeços corri – aporta escancarei, o grito soltei. Eu me vi virar e as mãos estender. Atirei-me para fora da casa, ao pé da porta havia um abismo, antes que pudesse evitar, caí, berrei, morri.

[Larissa C. S]

ÉÉÉÉ, esquecer do blog eu não esqueci. u_u Mas tá difíííícil!!! Como sempre (:

Enfim, o título parece bizarro, nem eu sei como pronuncia, mas tem ligação com a idéia do texto. O Gato de Schrödinger é uma teoria bizarra onde um gato pode estar morto e vivo ao mesmo tempo! Quem quiser saber mais, é fácil encontrar no google -QQQQQ

E isso é tudo, pessoal! ;*

Ciclo de Areia

Livrei-me de minhas botas, de meu pior cansaço.

Livrei-me de uma casca sob qual minha alma se escondia.

Agora sobra a pele, a máscara, que os meus novos sentimentos encobriu.

 

Chamei antes por um fim, ansiando por um começo.

Chamo, porém uma calmaria, indo além de páginas que eu possa viver.

Grito para que meu tempo pare, minha respiração encerre, e as cenas congelem.

 

Vi, entretanto, que meus novos céus são muito mais macabros de que antes.

Observei com olhos atentos, os antigos monstros sucumbirem, e se enfiarem nos mesmos buracos de onde surgiram.

Mas deram lugar á outros, tão cruéis quanto os anteriores. Mas neles surgia algo diferente, que nunca vi em monstro algum.

 

Agarrei meus cabelos, arrancando um bocado de mechas que voaram em todas as direções.

Eu quis ser melhor, eu quis agarrar a esperança, com braços e pernas que nem pertenciam a mim.

Só que minhas mãos caíram por cima da areia, que existe nesse deserto que me tornei.

Agora jogo meus fios para todos os lugares, sinto vergonha de minhas tentativas.

 

Entendi por fim, o que aquelas criaturas tinham de anormal.

Quando perdi a linha da esperança entre meus próprios dedos, pude ver nos olhos deles aquilo que os tornava cruelmente especiais.

Notei em suas faces os olhos, familiares por terem saído de meu próprio espelho, de minha própria visão.

Eles carregavam partes de mim, eram reflexo de mim. Por mim foram construídos, e a mim vinham rastejando, de todas as direções.

 

Não possuía mais sapatos, nem casca, e desses restos eles tiraram habilidades com as quais podiam me atacar.

Mas como atacavam sua criadora?

Neles não existe gratidão. Pois a minha própria sumiu na areia. Minhas virtudes sumiram no caminho em que me livrava de meu passado.

Agora sou tão seca quanto a pele que cobre meu corpo.

 

Me tornei seca e feia, enquanto tentava matar meus fantasmas. Virei um deles.

 

Apesar da minha ruína, aposto que enxerguei além de minha própria sorte, uma criatura que não era monstro nem anjo, mas que certamente andava ao meu redor.

E dessa criatura sinto uma energia, que me serviria para um recomeço, que tanto desejei, e logo em seguida rejeitei, pela vontade de semi-morrer.

Mas já que a semi-morte não mais me agrada, decidirei seguir tal criatura. E sem saber se dela me alimentarei, ou se a ela pedirei socorro,

Arrastarei-me até que mais um fim eu venha a desejar, arrastando monstros e maus agouros por onde passo, afim de minha existência prolongar.

Afim, de minha calmaria para sempre adiar.

[Larissa C. S]

O post mais seeeco do blog, talvez? Poisé. Estive de férias, viajando, e tal. No fim produzi muito pouco D: Mas, sempre surge alguma coisa, e tá aí (: Bizarro como sempre, menos úmido do que o normal, mas postado enfim. xD

Espero que isso não os faça me abandonaar ): EEEE algo feliz, pra quem não sabe, PASSEEEI na UFSC pra letras *-* Ou seja, lerei como uma condenada, portanto, melhora na escrita, qtal/ éé, talvez esse  blog ainda tenha esperança!

É isso :*  Vlw aí quem ainda me visita *-* deixa a pseudo escritora menos emo -Q (L)

Watch Over You

Eu não sei o que eu tenho hoje. Qual doença me acomete, qual esperança que me some. Nesse momento não lembro mais, porque talvez nunca tenha conhecido isso um dia. Então talvez fosse melhor que isso terminasse aqui.

 Sei que meus objetivos tem falhado, minhas metas tem sumido. Sonhos viraram reminiscências tão frágeis que não posso enxergar. A água que jogo no rosto não lava meus olhos, não lava minhas feridas. Respiro mais uma vez, e outra vez mais. Preciso simplesmente estar.

 Quando todos os meus passos estiverem acabado e minha cota de piscadas chegar ao fim, o que vai ser da minha luz do fim do túnel? Queria que existisse uma mágica renovadora, tudo estaria certo. As magias acabaram agora, meus mundos paralelos, pequenos desejos. Sem fadas, sem lugares estranhos, sem palavras diferentes. Rotina é a menor das pedras que está em meus sapatos agora. Talvez eu possa suportar mais um dia.

 Busco uma estrela pra seguir, que me faça esquecer a doença que parece existir em mim. Só que os ídolos estão perdidos também. Quando seu herói é de plástico não há muito que se fazer. A vida pode ser bem artificial as vezes, posso ver agora, materiais descartáveis são apenas a ponta do iceberg no meio do meu caminho. Se a embalagem não machucar mais ainda meus sentimentos perdidos, eu posso continuar meu caminho. Um novo single, um novo passo, um novo modo de beber café.

 Se a minha doença for crônica, eu posso encontrar uma justificativa no meu passado. O que eu fiz, o que eles fizeram de errado comigo, pra estar tudo perdido agora? Não foi minha culpa, porque não foi minha opção. Quando você não pede pra viver, não é sua responsabilidade o que cai no chão ao seu redor. Eles que juntem, eles que digam pra mim o que é certo e o que é errado. Eu não sei me guiar, eu não vou me guiar porque não foi minha culpa. Decidi que a doença não é minha, é deles também. Não posso carregar sozinha, não vou, e pronto. Não vou andar só, digo não. Não. NÃO. Nego que minha sombra possa ser carregada unicamente por mim. Mas ela vai me acompanhar por mais um passo, e mais um e um a mais.

 No final não adianta mesmo, e tenho consciência disso. Se a vida é minha eu deveria saber lidar com ela, mas acho que não aprendi isso ainda. Cansei dos meus brinquedos, cansei das brincadeiras, cansei. Vou cansar tanto que só de pensar já me canso. O problema é não ter quem suporte comigo. Quem suporta por obrigação então não conta. Eu me canso talvez por estar só, nessa doença e na vida, sendo arrastada por quem tem a responsabilidade (pois assim eu quis) e não por quem se oferece pra ajudar. Tantos me cercam, mas quem me deu um abraço por último? Não querem me ajudar. Não vão me ajudar a não ser que ganhem algo. E eu fico na solidão, na cela que eu criei. Na minha doença onde existe eu, e os que são forçados a estar comigo. Torno-me então um fardo. Minha doença é fardo meu, e fardo alheio. Não tem solução.

 Tenho que me mover, tenho que começar, tenho que voltar a andar e não parar nunca. Perco-me no começo, não vejo meu começo. Mudanças radicais, um choque na minha realidade e coisas novas pra renovar aquilo que me apodrece. E sou tão fraca pra me virar sem ajuda. Se eu achar pelo menos o primeiro fio solto, pra puxar todo o novelo, e viver tudo o que eu deveria viver em paz, e normalmente, e feliz como eu sempre li e assisti até os meus olhos começarem a se fechar… Se eu encontrar o fio eu me curo da doença? Preciso tentar, antes que isso termine aqui, antes que tudo termine agora.

[Larissa C. S]

Esse texto foi feito quando eu ouvia Watch Over You, do Alter Bridge, que a criatura PH me mandou. Eu fiz lembrando um pouco~bastante~ da minha irmã, mandei pra ela por e-mail mas ela nem leu =P  u-u

Enfim, boas festas pra vocês, pessoas que ainda passam aqui (:

E alguns obrigadas especiais para aqueles que me emocionaram profundamente, lembrando da existência desse blog e indo falar comigo no msn pra me lembrar dele também ): Sério, que a vida de vocês seja abençoada (L)

Desculpa o abandono e a baixa qualidade do texto em relação aos outros xD Maldito vestibular. -q ah, PASSEI NA UDESC. ;D [/só pra constar.]

;*

Tudo Foi

Era o ar que eu sentia quando enchia os meus pulmões, era o gosto que eu sentia quando bebia café, leite, água. Era meu sono, meu sonho, o pé descalço no chão. O roxo das minhas unhas no frio, o vermelho da pele quando se queimava no sol. Tudo isso era… Tudo isso era.

Simplesmente, humildemente, quase miserável. Surrupiava da minha mente sensações, a cada minuto roubava da minha cabeça uma memória – uma história, um conto, as minhas linhas. Tomava conta de meus gestos, tomando assim também o controle sobre mim. Era isso que era, tudo isso, tão sutilmente que nem poderia notar se não fosse assim tão apegada a tudo que poderia sentir. E se eu sentisse, eu via – eu o via com meus próprios olhos quando se fechavam. Levando embora qualquer coisa que me preenchia. Deixando apenas minhas mãos, minha casca. Meus órgãos fracos, meu tronco sem resistência, minhas pernas moles. E se levava embora, era porque me deixava sozinha, e então vinha minha tristeza… Por que vais?

Mesmo que se tudo de mim tomasse, não precisava ir-se. Eu vivo vazia, não vivo sozinha. Se tivesse apoio, teria meu vício, teria minha vida. Meia vida – semi-vida, teria existência mesmo que dependente, mas quis me levar inteira, pra longe daquilo que realmente me mantinha. Precariamente me mantinha, mesmo enquanto estava fisicamente viva. Assassino. Indo assim me meio matava. Não podia te fazer pagar pelo crime. Sugavas minha mente e saia impune. Por isso tornei-me metade. Metade viva, metade morta.

Sendo assim metade cadáver, essa parte com todos os seus vermes adoeceram a parte viva. Consumindo minha carne, meus ossos, meus órgãos. Motivo pelo qual tudo era… tudo era… Tudo era aquilo que de mim roubaste, pois hoje já não é mais. Não faz mais parte de mim, é tudo teu, não meu. Nem o que era para estar ainda em meu poder, não está mais. Apodreceu-se, perdeu-se, no caminho no qual eu me arrastava até você.

[Larissa C. S]

 

;*

Pequeno Planetinha

Rodando, rodando. Girando ao redor da própria órbita – seria um planeta, um astro. Um astro girando em volta de uma estrela cansada. Junto a tantos outros, cansados como ela. Prosseguindo suas existências, nas mesmas rotas, no mesmo sentido, toda a vida… Toda a vida. Voltando sempre a rodar em volta de si, do próprio umbigo. Pois assim são as estrelas, os planetas, e todas as coisas que existem no espaço – egocêntricas. Batendo-se uns nos outros, sem se importar. Se puderem continuar andando no mesmo sentido, não importa o que tenha no caminho. Não mesmo.

Portanto passava esse tempo todo girando, e girando. Diferente dos demais, observava esse movimento. Analisava cada volta que dava, e todas as voltas dos outros astros ao seu redor. Olhava atentamente também os menorzinhos, tão pequenos, girando em torno de seus planetas – e ainda assim, em torno deles mesmos, antes de fazer o movimento em volta do outro. E era engraçado de ver, a idolatria desses, aparentemente aos outros, e essencialmente apenas a eles mesmos, e só – como podia?

Pois continuava sozinha, sem nenhum outro por perto, desviando de tudo que poderia vir ao seu encontro. Fugia – sim, fugia – como se fosse a própria morte ver outro rosto estampado em matéria. Corria para cumprir sua estrada, sem que precisasse de alguma intercessão. Por mais que dentro de si, os dias fossem quentes demais, e as noites cruelmente frias, devido ao distúrbio de sua rota. Não importava – simplesmente isso – não importava o desconforto enquanto pudesse se esconder. Sempre que se sentia triste, sempre que se sentia incompleta, impura ou amaldiçoada, mudava seu olhar – encarava com todas as suas forças a estrela em volta da qual girava. E buscava ali toda a ilusão de que precisava. Ilusões, sonhos, esperanças. Era ali que ela via tudo isso. Apenas ali.

Mas aquela estrela também lhe trazia dor. Brilhava muito longe. Era um brilho cruel. O cruel brilho da distância. A ardente luz do impossível, que enchia os olhos de emoção e de desgraça. No entanto, de que importava a desgraça? Que desgraça poderia ser maior que o destino que já havia se impregnado em seu caminho? Por isso se lançava ao destino daquela estrela – daquele brilhar – daquele olhar que ameaçava seus dias desde que surgira, lhe roubando de sua estrada original. E sua luz era tão forte, tão intensa, que não lhe deixava em paz o suficiente. Observava os outros, mas sempre tinha como obrigação lhe dirigir uma olhada – só mais uma vez, uma breve olhada. Um pouco, um pouco mais.

Aquela era sua estrela, seu vício, seu centro, a causa de suas voltas. E por ali giraria sempre. Por quê? Porque tinha esperança, que sua estrela se explodisse, indo embora e levando-a junto. Ou então, que sua estrela gentilmente a depositasse em outro rumo – afim de que pudesse seguir caminho na imensidão, sem perder tempo em falsa esperança. Só que aquele pequeno astro, era apenas um planeta, dependente de mil probabilidades estranhas em um universo tão vasto quanto seu vazio, sua solidão, e o seu coração… Pobre coração.

[Larissa C. S]

É, dois ultimos posts grandinhos –’ Espero que isso não afaste as poucas pessoas que ainda visitam isso aqui -q NÃO TENHAM PREGUIÇA DE LER -qqq A escritora agradece.

Mas, como o post já foi grande não vou deixar ele maior ainda com as minhas baboseiras HAHA

;* Tenham um bom domingo. Booa noooite, e durmam bem!

Folha Nova

Na memória um fio solto me fez puxar um suspiro. Suspiro categoricamente dividido em motivos exatos que eu não queria lembrar. Foi como o passo perdido que dei naquela manhã de segunda – e todos os outros que estava disposta a dar – até que o círculo se fechasse novamente, na mesma história, no mesmo sentido.

As nuvens caminhavam, passeavam pelo céu, procurando saber onde era melhor escorregar para a terra, com os ventos do litoral, com o ar ao qual se acostumara, chuva que esperava como recompensa de vida. Os passos secos que lhe perseguiam em seu lustroso chão de taco, aceleravam as batidas de seu coração. Tum. – Tum. – Tum. – Tum.- Tum. Tum.TumTuuum.

Encontrei uma razão para cada pensamento, que dava aos meus motivos um rosto muito bonito. Sorri de forma boba, por um breve momento, apreciando todas as minhas vontades repentinas, como se fossem elas lícitas, legais – não apenas desejos e impulsos encolhidos em uma única palavra – Juventude.

Sol que volta em ar de vitória após a primeira batalha contra as Senhoras do Ciclo, que vão cumprir seu papel agora em outro lugar. Luz solar – cegava a vista, causava um sentimento nunca antes testado por ela. E em tantas vezes sentira parecido, mas nada era igual, nada poderia ser igual, a todo passo que ouvia na secura de seu dia, agarrava-se a esse sentimento – entre cada vão entre os silêncios segurava a respiração, suicidava-se gradativamente em seu mundo sentimentalista e desesperado. Buscava os recursos mais dramáticos, afogando a mente em vontades loucas e desconhecidas para ela mesma. Apegou-se ás suas manias adquiridas por influência alheia – cada pele era tudo, cada dor era nada. Batimento cardíaco, respiração, tudo tão desconforme que teve certeza de que chegava o fim,  o  fim…   o   fim…    o    fim…     o     fim…      o      fim -

Jovem, vivendo como a planta que cresce entre as pedras da rua – um sinal de abandono esperançoso em uma vida reinada pelo destino indecifrável e irônico. Ou então um sinal de rebeldia contra as formas que o mundo produzia cruelmente. E eu realmente planejava ser um sinal, um outro sinal, um símbolo da esperança, da rebeldia, do combate. No entanto não possuo energias para a rebeldia. Combato diariamente problemas internos que nem os meus podem conhecer. Grandes causas estão longe de mim. Grandes causas me fizeram então suspirar como em um sonho. Grandes causas diminuíram minhas pequenas que ainda não posso resolver. O sonho, vira mais e mais um imenso sentimento sobre todas as coisas que tentei sentir, que tento desesperadamente ver, mas que estão em um passado, um futuro ou uma ilusão perdidas nesse mundo, inalcançáveis.

Porém por mais que o Sol venha, outra hora elas voltam a cobrir o céu – brancas, cinzas, pesadas ou leves lá no topo, onde os olhos humanos veem pouco. Ela assistia, sabia, conhecia o significado disso – o tempo – o esgotamento, o fim e o início. Portanto, nada acabaria – nada de fato se extinguia nesse mundo confuso em que lhe lançaram. A vida é uma folha, a folha solta, que nasce, envelhece, cai e serve de adubo para que tudo se renove. E ela tinha em seus braços, em seu corpo de folha, os sentimentos nadando em cada célula, transitando entre todos os seus membros e órgãos. Esperando que passasse o tempo, que envelhecesse, que caísse, que voasse para longe de sua árvore. Mas não cairia nova, não sozinha. Então afogava-se em pensamentos profundos demais para sua fina espessura. Ela esperava, ela esperava – sem ação. Os ciclos do mundo se completariam ainda milhares de vezes – as nuvens iriam e voltariam de sua vida – folhas passariam ao seu redor, viriam mais vários verões, outonos, invernos e primaveras antes que seu próprio ciclo tornasse o de outro. Enquanto isso sentia cada passo naquele chão, cada palavra mal direcionada, cada aflição de uma mente infantilmente adultescente. Sofrendo mais do que o necessário – em sua vida lisa.

[Larissa C. S]

Confuso demais? Éé, talvez seja. OISAUDHIAUSD Eu sou confusa x;

Eu ia me desculpar, mas adianta? Bloqueio é bloqueio, e acaba co blogueiro -q ENFIM, eis mais um post da Prisão de Água, que está virando quase Prisão de Vento, e agente tem que cuidar pra não virar Prisão de Ventre daqui a pouco –’ ÉÉÉÉ, hoje eu dormi com o Bozo, to cheia da graça –’ É melhor eu encerrar o post antes de perder todos os meus leitores. SAIODUHASOIDUHOIASDH

Ah, brigada pra quem lê, e pra quem ajuda a divulgar. Lembrem-se sempre das coisas simples que tornam a vida um pouco mais alegre. [/OLHA SÓ QUEM TÁ FALANDO ISSO] E pratiquem o bem *O*

Tenham um bom final de tarde/noite e semana (já que é só terça feira x;) E se cuidem õ/
[Ainda esse mês, ESPERO, post no http://blogsemasas.blogspot.com que está parado há meses x;]
[AAAH, e deem uma passada na http://lojinhadosatore.blogspot.com , blog do meu amigo Renato ;D]

;*

Porta da Janela

Surge uma porta perto da janela. Por baixo dela entra luz, por baixo dela entra ar.

Apenas uma porta ao lado da janela, a promessa que me espera, sem que eu tenha me decidido se vou abrir. A porta que me liberta da cela.

Só que a porta, essa junto á janela, me lembra a esperança que de minhas mãos escapa. Os meus sonhos, fracos, falsos, em uma neblina na minha mente, como a que dorme lá fora, sobre os campos onde eu deveria andar. Lembra ainda meu pessimismo, agora tomando-me em seus braços, pela desesperança. Sugando meus objetivos, minhas aspirações. Sugando a vida que ainda há em mim.

Quando olho para a porta, que ao lado da janela apareceu, sinto em meu interior uma revolta – sobre a parte de mim que se perdeu. Foi-se pela janela, pois a porta não existia, deixou-me aqui em solidão, com o juramento que me buscaria. No entanto, aqui estou. Paralisada, petrificada em meu lugar, despedaçada, desperdiçando meu tempo e meu dom. Esperando que volte… Ah, volta?

Não volta. Não pela janela da qual a porta ao lado se encontra. Não através da porta que ali se firmou. Não por mim, não por isso. Fico então, e a culpa é minha, pois não me movo até ela (nisso ela ainda aguarda, a promessa que me espera, ainda não tomei minha decisão) descanso minha memória, para esclarecer o presente, sendo que isso não faz sentido nenhum. Quero uma dica, quero uma opinião, mas agora, minha vida é solidão. Esperarei, até que a porta venha até mim então.

Pois é esse o som que você ouve
Quando pensa que é a chuva lá fora
É uma gota, é um sinal
Falso, como sua lembrança.

Não se guarda para a vida que espera
Pois espera só o que não existe
Não me conta, não me diz
Então durma até que seus sonhos lhe façam feliz

[Larissa C. S]


Podem me matar por ter desaparecido, eu deixo.

Mentira, eu não deixo não. OSAIUDHOSIAUHDOISAH E também não vou inventar desculpas. O fato é, que ocorreu mais um daqueles episódios tristes na vida de qualquer pessoa que CRIA.

O maldito.

BLOQUEIO.

Siiiim, esse foi meu problema. Eu não tava conseguindo escrever nem um bilheeeete direito. –’ Uma porcaria mesmo. Mas eu me recuperei quando escrevi ESSE texto. Então, depois de enviá-lo para a Lojinha do Satore, e depois pra Laka-chan por no Overmundo, decidi mostrar ás pessoas que visitam (ou visitavam) meu blog.

E anunciar que eu provavelmente voltarei. Que pouco a pouco to escrevendo de volta, e as coisas vão se normalizar – espero.

Mas mesmo que não se normalizem de fato, eu não vou abandonar o blog, e todos podem sempre se comunicar comigo através do msn [lalye_the_horrible@hotmail.com] e me pedir algo novo, quem sabe? -q Ou serem meus amiguinhos y.y Ou então ir no meu orkut qtal/  http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=11644667314022512124

É isso, tenham todos uma boa noite! (L)

The Yellow Old Sun

Repouso meus braços sobre o corpo e descanso. Vejo a minha frente a terra iluminada pelo sol da tarde, árvores, grama, cerca e edifícios, misturados em uma cena que gostaria de assistir para o resto da minha vida. Mas não é feliz. É melancólica.

O brilho cansa meus olhos, mas mantenho-os abertos. A varanda, a cadeira. A situação é familiar e confortável, sinto como se já a tivesse vivido, no entanto, sei que nunca estive aqui em toda a minha vida. Um sonho? Talvez. Não me recordo o suficiente da vida, e lembro-me tão bem dos sonhos, que não sei qual é qual – confuso, porém, vantajoso. Sinto como se tivesse vivido muito mais do que de fato vivi. Só que dessa vez, sei que foi um sonho – um belo sonho.

Não posso me levantar agora, caminhar e esticar as pernas. Não posso combater a sensação de sonho com atitudes, apenas com força, nos olhos abertos, na mente funcionando. E assim tenho sido, para contrariar minha vida de impulsos, meu corpo mau acostumado que sempre teve o que quis. Mas não terá dessa vez – viverei esse momento de calmaria, como se após ele viesse apenas o inevitável, aquilo contra qual não há luta, nem atitude, que distancie ou torne melhor. Nem mesmo o que faça ter valido mais apena. Como se a calmaria fosse o último estágio antes que tudo se finde – e dele não fugirei, nem dormirei, enquanto me atingir.

Mas a verdade é que não sei de fato o que vem – e como vem – depois de qualquer calmaria. Se realmente algo chega, se isso significa que algo vai embora… Não há como dizer. Continuo observando a paisagem á minha frente e agora enxergando muito mais do que via antes. Assistindo o mundo do sonho.

-

Desaparecida, porém, não morta. Ressurgi com um texto que escrevi faz alguns dias, que me remete a uma música do meu amigo (citado aqui mais de uma vez ) Cleverson õ/ E é por isso que leva o nome da mesma 8D

Tirei umas férias do blog (o que não foi nada bonito da minha parte, como concorda meu querido pai) mas estou retomando as atividades. VIIIVA /-q

Quem quiser ouvir algumas coisas co Cleverson (mais conhecido como Dom Quixote o.ô) http://palcomp3.com/dom_quixote/

Quem quiser a música, vai ter que esperar eu perguntar pra ele se posso postar ela aqui @_@

Obrigada Miiin, por revisar meu texto, mesmo tendo eu ignorado mais de uma das coisas que você corrigiu HAHA. Me lembre de ser uma amiga melhor e menos burra o futuro x.x

E é isso, boa noite :* Não se droguem/dorguem.

Sumiço.

Era o problema das coisas em minha mente. Sumindo – sumindo. Desaparecendo como uma fumaça dispersa pelo vento. Meus pensamentos surgiam, e logo corriam, para todas as direções de meu cérebro, simplesmente desertando. Tentava por alguns instantes então manter a linha, a linha que escrevia, a linha da roupa que me vestia, a linha nas telas para qual olhava, a linha que fazia aparecer cada letra na tela de meu computador – formado por várias, várias linhas.

Então nenhuma dessas linhas realmente fazia sentido – não que devesse fazer. Não que as palavras que eu escrevo devam ter algum nexo nessa vida – ou as roupas que eu uso, tenham mais utilidade que o pudor criado pela mente humana, que menos sentido ainda faz. Na verdade todas as linhas me davam dor de cabeça. Todos os sentidos me chateavam, e faziam perguntar ‘Por que diabos tudo parece tão igual?’ Mas hoje o mundo deveria ser diferente – sim, deveria.

Mas se está tudo perdido, se estão todos perdidos, o que são esses vestígios em minha memória? O que são esses sons, essas vozes e esses rastros de pensamentos absurdos na minha cabeça? A desculpa atrás do remorso, a justificativa por trás do erro… Meramente? Se digo que sinto ser mais do que o normal, gostaria de ver as faces dos meus erros, e desferir o golpe mais brutal que poderia sobre todas elas. Então não sentiria o vazio de… de… de…

Como some, como some. Por que some? Por que some se não faz sentido algum? Se não edifica, modifica ou move? Se mal vive, e, no entanto já morre… Em uma secura incansável, claramente empoeirada e exposta, maltratada pelo tempo por qual percorreu os caminhos mais insanos e inesperados, desde que fugiu do mais belo jardim, no mais confortável abrigo. Agora perdida.

E o choro ressecado que ainda não se finda, em outra conversa inútil e sem razão de ser – continuará em seu pessimismo até que a esperança venha outra vez brilhar em olhos a seu redor. Para sempre, em uma idéia perdida de infinito e continuidade que não adianta a ninguém. Fazendo meu coração se perder em sua ultima dança – Eternamente.

[Larissa C. S]

 

Pooisé. Fiquei um tempo sem computador. x.x Então imaginem como foi @_@ Não deu pra postar nada :/

Mas agora vou voltar a ativa õ/ E tentar reconquistá-los mais uma vez y.y

O texto foi revisado dessa vez pela Tami *-* Que teve a paciência de ler primero, já que minha revisora oficial, e o substituto sumiram do meu msn. Obrigada Taaamiii *——-*

 

:** Bom final de semana!

Cai, cai. Cada gota cai do céu.

De onde vem, para onde vai?

Cada gota me distrai

Como o sonho que já vem

 

Sei de outras coisas que sonhei também

Destino eficiente, me cegou tão bem

Que hoje não lembro de mais nada do que vi.

 

Mas vai, cai,

Em uma nova gota que do paraíso se desprendeu

Mostre-me que meu Pai não se esqueceu,

De que perdi sua confiança, mas a minha esperança é ir para o céu também.

 

Dorme, dorme. Como uma criança,

E descansa, todo o esforço de um dia ruim

Queria que sonhasse, um sonho para mim.

 

Só que vai se esquecer,

De cada palavra que me torturei para não falar

De tudo que minha memória tentou transmitir

Todos os objetivos que tentei traçar

 

Mas a história que eu sei que não termina,

Nesse dia que acabei de começar

E os olhos perdidos no mundo, sem ninguém para guiar.

 

Pai, diga que não foi minha culpa,

E que não é minha responsabilidade.

Porém o som da voz transforma minha mente

Não, eu preciso descansar.

 

Gota que cai do céu sobre minha cabeça,

Através da luz que ilumina essa terra

Leve minha tristeza e angustia, deixe-me viver

 

Como sempre sonhei.

[Larissa C. S]

 

Cof cof.

Viajei @_@ Passeei. Li. @_@ Fiz milhares de coisas e não postei. E ainda reclamo quando o blog fica morto… É – talvez eu mereça.

Sendo assim, agradeço de coração todos aqueles que ainda perdem seu tempo aqui. Espero que esse poema um tanto antigo, quase otimista e com um pingo de fé da escritora, não desagrade vocês.

:* Tenham uma boa noite!

Blog no WordPress.com. | Tema: Motion até volcanic.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.